terça-feira, 23 de julho de 2013

Neste 24 de julho não esqueça vote Chapa 1 – Unidade e Luta - Fortaleça o nosso sindicato – a ADUFPB quer Unidade e Luta! Saiba como financiamos nossa campanha

Ao longo dos últimos meses dedicamos parte de nosso tempo e energia para apresentar as propostas, construídas coletivamente pelos candidatos à diretoria executiva da ADUFPB, do Conselho de Representantes e apoiadores da Chapa UNIDADE E LUTA, para os próximos dois anos do sindicato. Neste processo, conhecemos ainda mais a realidade de prezarização das condições de trabalho de outros professores(as), a falta de estrutura, a lógica produtivista que tem comandado as atividades de ensino, pesquisa e extensão e outras questões que foram apontadas nas conversas nos corredores, ambientes, laboratórios, salas de aula e nas reuniões de Departamentos e Colegiados de Centros. Contudo, também nos deparamos com professores(as) que, apesar das condições adversas, insistem em dar boas aulas, realizar estudos e pesquisas, desenvolver projetos de extensão, pelo simples fato de acreditarem e defenderem o ensino público, gratuito e de qualidade.
Aos professores(as) da Universidade Federal da Paraíba reafirmamos nossa disposição em construir mecanismos de luta, que possibilitem o envolvimento da categoria como um todo, na defesa de melhores condições de trabalho. A única certeza que temos é nossa disposição de lutar e pedimos o VOTO de confiança para, respeitando a diversidade e a pluralidade desta categoria, dirigir a ADUFPB com democracia, autonomia e transparência.
Por falar em transparência, aproveitamos essa oportunidade para prestar contas acerca das fontes de financiamento do material de campanha que vocês professores receberam. Nosso material está sendo custeado através da arrecadação voluntária de professores candidatos ou não da Chapa Unidade e Luta que doaram conforme suas possibilidades. E você professor, que leu nosso material de divulgação e concorda, simpatiza, apoia a Unidade e Luta, e quer contribuir com as finanças da campanha, entre em contato conosco e saiba como ajudar. Vocês poderão conhecer a origem dos recursos financeiros, pois, transparência se faz com as contas online – abaixo se encontra a lista nominal com os valores doados até a presente data (23/07/2013).

1.       Alexandre Nader – R$ 200,00
2.       Fernando Cunha – R$ 100,00
3.       Maria Aparecida Ramos – R$ 100,00
4.       Maria Aparecida Bezerra – R$ 50,00
5.       Galdino Toscano – R$ 50,00
6.       Nilzamira – R$ 20,00
7.       Teresa Santana – R$ 10,00
8.       Carlos Cartaxo – R$ 50,00
9.       Marcelo Sitcovsky – R$ 50,00
10.   Romildo Raposo – R$ 50,00
11.   José da Paz – R$ 50,00
12.   Terezinha Diniz – R$ 50,00
13.   Helen Ramalho – R$ 50,00

Contribua você também !

domingo, 21 de julho de 2013

MANIFESTO À COMUNIDADE DOCENTE DA UFPB

Já há algum tempo, intensificando-se a partir da última greve (2012) dos docentes das Instituições Federais de Ensino Superior, nós, um grupo de professores, com expressiva participação na condução do movimento paredista, vem desenvolvendo reflexões e buscando construir propostas de atuação no sentido de, sem perder de vista a historicidade das lutas docentes, em seus avanços e recuos frente às mudanças e às permanências da situação conjuntural, instaurar um fazer político renovado na ADUFPB. Fazer político que busca perceber, sem voluntarismos nem messianismos, articuladamente, a relação dinamicamente dialética entre capacidade de luta da categoria, cuja ampliação, a ser construída de modo realista, deve ser objetivo permanente, caro e claro de nossa entidade sindical e de sua direção política, e as efetivas possibilidades de sucesso dessa luta nos diferentes contextos vividos ao longo dos tempos mais recentes.

No repertório das questões centrais a serem trabalhadas teórica e empiricamente, explicitamente expressivas de nosso compromisso com os movimentos sociais populares e suas entidades representativas, encontram-se, na nossa visão, dentre outras: a necessidade do reforço da classe trabalhadora - sem entrar em detalhes da complexidade de sua configuração contemporânea - do movimento sindical docente, preservando e ampliando a legitimidade e a representatividade de nossas entidades; o correto dimensionamento da relação entre as vertentes locais e a universal das lutas travadas por nossa categoria, buscando desenvolver essas vertentes em sintonia, mas respeitando, em cada caso, as peculiaridades; por fim, a antiga - mas nem por isso obsoleta, muito pelo contrário, clássica e atual - defesa inarredável da educação pública, gratuita, democrática e de qualidade, no sentido mais abrangente que essa bandeira possa adquirir - recobrindo, desse modo, por exemplo, questões como o desrespeito aos direitos de aposentados, precarização do trabalho docente e sucateamento das condições de funcionamento das instituições.

Com a chegada do período antecedente e do próprio processo sucessório na ADUFPB, nosso grupo iniciou uma movimentação no sentido de se fazer presente, com suas ideias e propostas, nesse processo. Dessa movimentação, desenvolvida no mais estrito respeito aos princípios elencados acima, resultou, por fim, a concretização de uma composição eleitoral, conformada pela apresentação da “CHAPA 1- UNIDADE E LUTA: 10% do PIB para a Educação”, para as eleições do próximo dia 24/7. O atual momento, até a realização das eleições na ADUFPB, portanto, para nós - após este breve documento no qual anunciamos, de forma concisa e clara, nossa presença no cenário sindical docente da UFPB, e as perspectivas daí decorrentes, por nós antevistas - é de manifestação e atuação conjunta com o grupo Paratodos, buscando assegurar a vitória da nossa CHAPA 1 nas urnas.

Passadas as eleições, nas quais temos a convicção de nosso êxito, posto que a categoria docente tem manifestado, majoritariamente, apoio às propostas contidas na Carta-Programa da CHAPA 1, ser-nos-ão demandadas duas tarefas, a serem deflagradas imediatamente, inseparáveis e igualmente importantes uma vez que serão elas as fiadoras do incremento de nossa organicidade como coletivo. Por um lado, tendo como base inarredável o respeito ao acordo firmado na composição da chapa, a condução, em parceria com o grupo Paratodos, de nossa ADUFPB, nos próximos dois anos. Por outro, a atribuição de maior abrangência e densidade à nossa identidade político-sindical. Atribuição essa a ser construída num processo compartilhado com aqueles que se percebam afinados com tais proposições, cuja participação a ser por nós requisitada, em breve, julgamos indispensável.


Todos às urnas! Pela vitória da CHAPA 1! Pela ampliação e qualificação político-sindical do movimento docente organizado na ADUFPB/ ANDES-SN!

Assinam os Professores: Alexandre Nader, Baltazar Macaíba de Sousa, Carlos Cartaxo, Fernando Cunha, Marcelo Sitcovsky, Romildo Raposo Fernandes, Wladimir Pinheiro.

domingo, 14 de julho de 2013

As Omissões e as Falácias da Chapa 2 e pelo Critério Democrático de Proporcionalidade na Diretoria da ADUFPB


                                                                                                      (Por Romildo Raposo)
 
Sem negar a legitimidade de qualquer agrupamento apresentar-se como oposição numa eleição sindical, gostaria de responder, em caráter pessoal, algumas afirmações inconsequentes dachapa 2: O Novo Sempre Vem. 

Antes de tudo e de forma breve, vou tentar explicitar a concepção de sindicato que compartilho. 

Os sindicatos foram construídos para defender os interesses imediatos e históricos dos trabalhadores, e lutar contra a exploração patronal e do Estado capitalista. Diferente de partidos políticos que exige fidelidade ao programa, nos sindicatos a única exigência para ser associado/sindicalizado é fazer parte da categoria que ele representa e respeitar os estatutos da entidade.  

Por esta razão, é enorme a multiplicidade de ideias e interesses que permeiam na base de uma categoria e no sindicato. Por isso, é equivocada e desastrosa para os trabalhadores e sindicatos a não adoção do critério democrático da proporcionalidade, pois provoca a exclusão das minorias representativas da direção da entidade. Acredito que, tendencialmente, toda concepção monolítica quando posta em prática gera burocratismo na direção. 

Por outro lado, é parte da tradição do movimento sindical quando é constituída uma chapa oposição que se postula, seriamente, como alternativa de direção para o sindicato, a sua primeira tarefa ético-política é explicar à categoria as diferençasqualitativas que motivaram e/ou impediram a unidade, aqui, especificamente na ADUFPB. 

Sem nenhuma intenção de desrespeito ao movimento estudantil e às suas entidades, um sindicato tem sob a sua responsabilidade o destino da vida profissional de milhares de pessoas e de suas famílias. Por isso, a categoria requer e exige da direção sindical muito cuidado na condução e no processo de lutas por suas reivindicações, pois se a direção errar, quem sentirá na “pele” é o conjunto dos professores (as) e seus dependentes. 

Assim, para fundar uma oposição que se propõe dirigir o sindicato e a categoria, é necessário provar que fatos muito graves tenham ocorrido, a ponto de provocar uma ruptura e uma divisão entre os docentes. 

Neste sentido, ao não explicar as razões que provocaram a ruptura entre dirigentes e correntes sindicais docentes, a chapa 2, repete as velhas táticas da omissão e da distorção dos fatos para obter votos, ou seja, não apresenta nada novo.

A primeira e gritante omissão é não revelar que todos dirigentes da Chapa 1 –“Unidade e Luta: 10% do PIB para a Educação”, despenderam enormes esforços no sentido de unificar todas as forças representativas e organizadas do movimento docente da UFPB, apoiando-se no critério democrático da proporcionalidade e sem veto aos nomes indicados, para participar da direção daentidade, inclusive para ocupar a Tesouraria e outro cargo que lhe conviesse.
 
O objetivo foi e é garantir a unidade e o fortalecimento da categoria, paraconquistarmos nossas reivindicações e, ao mesmo tempo, assegurar que todas concepção representativas do pensamento docenteestivessem representadas na Diretoria da ADUFPB.

No entanto, os membros da pseudo oposição não aceitaram o critério de proporcionalidadereforçando, assim, a ideia do pensamento único, teoria burocrática e nefasta, porqueexclui a possibilidade das minorias de participar e seresponsabilizar pelacondução política e gestão do sindicato, ao mesmo tempo, ignoram a riqueza e o respeito às diversidades de ideias, além de afastar aqueles que pensam diferente. 

Ao adotar a omissão dos fatos, como práxis política, a oposição se vê obrigada a distorcer a realidade, apresentando-se como algo novo e tachando a chapa 1 como situação/continuidade, quando na verdade a maioria do Comando Geral de Greve e de novos docentes, não pertencentes a corrente sindical “Aduf Para Todos”, apresentaram e todos concordaram com o critério de proporcionalidade e de unidade, para composição da Diretoria da ADUFPB.Agindo dessa forma, a Chapa 2 apenas desvela o seu real objetivo político/sindical. Para esta chapa,é mais importante ganhar o aparato sindical, do que unir e fortalecer a categoria docente, para novas conquistas! 

Para exemplificar gostaria de citar alguns candidatos da Chapa 1: Unidade e Lutaque não são membros da corrente sindical “Aduf Para Todos”: Marcelo Sitcovsky (Tesoureiro); Fernando Cunha (Política Educacional); Vladimir (Suplente Secretaria Geral); Carlos Cartaxo (Cultura), Romildo Raposo (Vice-Presidente) e Baltazar Macaíba (Suplente Litoral Norte). 

Além dos membros da Diretoria Executiva, vale a pena observar que muitos candidatos ao Conselho de Representantes, a exemplo de Alexandre Nader (ex-presidente da ADUFPB) e membro ativo do Comando Geral de Greve, pelo qual os docentes têm muito respeito e admiração por sua história de luta, também, não são membros do “Aduf para Todos”.

Portanto, a Chapa 1 –“Unidade e Luta: 10% do PIB para a Educação” é coerente com uma concepção democrática de sindicato e foi formada a partir de um amplo debate entre lideranças sérias e compromissadas do movimento docente, resultando numa composição politicamente consistente, principalmente por saber conviver, sem sectarismos nem discriminações, com as diferenças e adotar o pluralismo.

Ao tentar desqualificar a Chapa 1 por buscarmos a unidade da categoria e uma composição democrática e proporcional, a oposição esconde, por exemplo, que um de seus candidatos – Pablo Andrada do Litoral Norte - é, também, membro da atual Diretoria “Aduf Para Todos”. Não explicitam publicamente por que ele está a dois anos na atual diretoria sem renunciar ao mandato ou justificar a permanência?

Outra omissão/distorção nos discursos da Chapa 2 é não dizer quais são as reais diferenças programáticas qualitativasentre as chapas, que justificasse a formação de uma oposição?

Basta recordarmos que todos estivemos juntos, até o final, de uma das maiores greves docentes dos últimos 10 anos. Lembro-lhes, que são nos momentos cruciais da luta que os dirigentes provam e mostram seus reais compromissos. Algum membro da Chapa 1 foi omisso ou contrário às lutas da categoria? Não! Todos estiveram juntos! 

Por último, mas não menos importante, a Chapa 2 resvala perigosamente para o esquerdismo e sectarismo, ao reduzir as dificuldades de mobilização de uma categoria, contra o governo e os patrões por suas reivindicações, apenas à diretoria de um sindicato. 

Não compreende que, apesar da enorme importância de uma direção sindical, o resultado de qualquer luta depende, fundamentalmente, da situação e da correlação de forças relativas às classes e ao país, correlacionando-a com a situação da luta de classes mundial.

Transparece nos textos e falas que é suficiente termos uma boa diretoria, distribuir panfletos e convocar docentes, para termos assembleias massivas e vitórias. Este discurso, ignora outros atores e fatores que atuam na consciência e na disposição da categoria.  

O que a Chapa 2 apresenta é uma concepção infantil de super-heróis e semideuses de revistas em quadrinhos e filmes, que são capazes de mudar o mundo a seu bel-prazer. É o velho tema de que uma minoria “iluminada” conduzirá as “massas ao paraíso”.

Não compreendem os limites e obstáculos que todos nós, docentes, enfrentamos no cotidiano. Lamentavelmente, não conseguem ver, além do branco e do preto, não percebendoa multiplicidade de cores no mundo.  

Assim, tal como as cores, entre nós, docentes, existe uma diversidade de ideias, concepções e práticas sociais. Portanto, compete à Direção da ADUFPB, conhecer a realidade, formular propostas e discutir leal e democraticamente comtodos professores (as), e respeitar a decisão soberana da maioria. Uma diretoria democrática não pode e nem deve substituir a categoria, mas é seu dever elaborar, apresentar e defender suas propostas para os docentes abraçá-las ou rejeitá-las! 

Não poderia encerrar este texto sem antes convidar todos (as) docentes ativos e aposentadosà colaborar, divulgar e votar na Chapa 1 – “Unidade e Luta: 10% do PIB para a Educação”, nas eleições de 24 de julho. 

E, desde já, chamar os membros da Chapa 2 à reflexão e que, após as eleições, estejamos unidos, novamente, na luta em defesa da educação, da categoria e do fortalecimento da ADUFPB, e que nossas divergências conjunturais possam vir a ser superadas pela práxis.


Saudações, 

Romildo Raposo

(Departamento de Fundamentação da Educação – Centro de Educação)