Resumo
do nosso plano de trabalho
O
filósofo Baruch de Espinosa, um dos maiores da humanidade, menciona em suas
obras que a vida é feita de “bons” e “maus” encontros. A chapa UNIDADE E LUTA:
10% do PIB para a Educação - surge de um encontro bom e virtuoso, reunindo
professores de todas as gerações, novos e veteranos, desde os que têm anos de
contribuição à UFPB até os recém-chegados à docência, sequiosos em participar e
contribuir.
Basta
ver os rostos dos nossos candidatos à Diretoria Executiva e o Conselho de
Representantes para neles identificar muitos dos que estiveram à frente das lutas
recentes da ADUFPB, principalmente a greve do ano passado. Foi exatamente nesse
processo de lutas que ocorreu a confluência da chapa UNIDADE E LUTA: 10% do PIB
para a Educação. Foi exatamente nas assembleias, na identidade de propostas e
propósitos, que se sentiu a necessidade um processo novo e democrático de
composição de chapa para as eleições da ADUFPB.
A
chapa UNIDADE E LUTA: 10% do PIB para a educação - surge, portanto, de uma
metodologia de ampla consulta. Logo que as eleições foram marcadas, procurou-se
uma interlocução com todos os segmentos do movimento docente propondo a unidade
em torno da formulação de um programa comum, tendo como base as aspirações da
categoria. As consultas logo evoluíram para as reuniões massivas nos campi de
João Pessoa (na qual se faziam presentes docentes do Litoral Norte), Areia e
Bananeiras, com participação de mais de 100 docentes que, enfim, escolheram os
membros da chapa.
Dessas
reuniões saiu um plano de trabalho que não se pretende extenso nem acabado, mas
sintético, objetivo e aberto às sugestões de todos os colegas docentes, não só durante
a campanha, mas também no decorrer da gestão.
São
três os eixos principais da CHAPA UNIDADE E LUTA: 10% do PIB para a educação:
- O reconhecimento de que os próximos dois anos (tempo de gestão da nova diretoria da ADUFPB) serão de importantes transformações da vida social brasileira. As mobilizações recentes de cidadania comprovam esta afirmação. Os sinais sociais indicam que a sociedade brasileira está apontando para necessidade de uma inversão das prioridades da pauta política atual. A ADUFPB, que participou ativamente das campanhas das “Diretas Já” e do “Fora Collor”, deve interpretar corretamente a voz das ruas e contribuir para que os docentes participem, com o perfil que lhes é inerente (um setor estratégico da sociedade que produz ciência e conhecimento), das aspirações populares de políticas públicas para a educação, saúde, segurança pública e transporte;
- Autonomia e independência em relação aos poderes estabelecidos, seja o Estado, Partidos ou administrações universitárias. A ADUFPB é dos docentes da UFPB e apenas a eles presta contas;
- Construção de uma pauta específica para o enfrentamento da precarização das condições de trabalho dos docentes da UFPB. Chega de turmas com número excessivo de estudantes, falta de ambiente para os professores, estacionamentos lotados, deficiência de infraestrutura para as atividades de ensino (espaços multimídias, auditórios, bibliotecas, laboratórios, etc.), condições de acessibilidade deficitárias, restaurantes privados de baixa qualidade que servem à comunidade universitária, entre outros problemas enfrentados no cotidiano.
Colegas
docentes, afora esses três eixos-síntese, a nossa Carta-Programa contém um
conjunto de propostas para as diretorias setoriais da ADUFPB (Comunicação, Política
Social, Política Educacional e Científica, Política Sindical e Assuntos de
Aposentadoria) e as Secretarias Adjuntas de Areia, Bananeiras e Litoral Norte, no
sentido de aprimorar o trabalho do sindicato.
Tenham
uma boa leitura,
UNIDADE
E LUTA - 10% do PIB para a educação!
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